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Prefeitura de Plácido, por meio da Endemias, intensifica trabalhos de borrifação nos bairros

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que pode causar febre, dor de cabeça, dor no corpo e manchas vermelhas na pele. Em alguns casos, pode evoluir para formas graves, como a dengue hemorrágica, que pode levar à morte. Por isso, é importante prevenir a dengue eliminando os possíveis criadouros do mosquito, como recipientes com água parada.

Plácido de Castro é um dos municípios do estado do Acre que apresenta uma alta incidência de casos prováveis de dengue em 2023. Diariamente, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), administradas pelo Executivo Municipal, bem como, o Hospital Dr. Manoel Marinho Monte, recebem inúmeras pessoas, apresentando febre alta, dores musculares,  intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça, além de manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. A boa notícia é que até o momento, o município não registrou casos graves da doença ou com sinais de alarme.

Diante desse cenário, a prefeitura de Plácido de Castro, por meio da Endemias, intensificou os trabalhos de borrifação nos bairros da cidade para combater o mosquito transmissor da doença. A equipe também vem aplicando larvicidas nas águas paradas que podem servir como criadouros do Aedes aegypti. Bem como, vem realizando visitas domiciliares constantes para orientar os moradores sobre as medidas preventivas e o tratamento adequado dos casos.

A prefeitura ainda conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde para promover campanhas educativas sobre a dengue na comunidade escolar e nas redes sociais. Além disso, a Gestão Municipal tem buscado parcerias com com Governo Estadual e Federal para as atividades de controle vetorial.

A previsão é que as medidas adotadas pela prefeitura contribuam para reduzir os casos de dengue em Plácido de Castro e região. No entanto, é fundamental que cada cidadão faça sua parte na luta contra essa doença, eliminando os possíveis criadouros do mosquito em sua casa e vizinhança.

Sobre a dengue

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica, variando desde casos assintomáticos a quadros graves, inclusive óbitos. Nos casos sintomáticos pode apresentar três fases clínicas: febril, crítica e de recuperação.

A primeira manifestação é a febre, geralmente acima de 38ºC, de início súbito e duração de 02 a 07 dias, associada à cefaléia, cansaço, mialgia, artralgia, dor retro-orbitária ou exantema. Com o declínio da febre (entre o 3º e 7º dia do início dos sintomas), grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente. No entanto, alguns podem evoluir para a fasecrítica da doença, iniciando com sinais de alarme.

A dengue pode evoluir para remissão dos sintomas, ou pode agravar-se, exigindo constante reavaliação e observação, para que as intervenções sejam oportunas e os óbitos não ocorram.

Quais são os sintomas da dengue?

Os principais sintomas da dengue são:

  • Febre alta > 38.5ºC.

  • Dores musculares intensas.

  • Dor ao movimentar os olhos.

  • Mal estar.

  • Falta de apetite.

  • Dor de cabeça.

  • Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sinais de alarme da dengue:

  • Dor abdominal;

  • Vômitos persistentes;

  • Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);

  • Hipotensão postural e/ou lipotímia;

  • Letargia e/ou irritabilidade;

  • Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal;

  • Sangramento de mucosa e;

  • Aumento progressivo do hematócrito.

Febre Oropouche e Mayaro

febre Oropouche é uma arbovirose, ou seja, virose transmitida por mosquitos, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, embora com risco bem menor de complicações hemorrágicas e de morte. Raramente, os casos podem ser complicados por meningite de padrão viral (benigna). O principal mosquito transmissor da doença entre os seres humanos é o Culicoides paraensis, mais conhecido como “maruim”. As medidas de prevenção consistem em se evitar a proliferação e o contato com mosquitos, à semelhança dos cuidados contra a dengue.

O mayaro é endêmico (tem presença contínua) na Amazônia e é normalmente transmitido pelos mosquitos do gênero Haemagogus, que vive nas matas e também é conhecido por propagar a febre amarela silvestre. É um perfil diferente do Aedes aegypti, vetor da dengue, zika, chikungunya e da febre amarela urbana - já que este vive nas cidades.

Sintomas do vírus Oropouche:

  • Febre;

  • Dor de cabeça;

  • Dor no corpo e nas articulações;

  • Em alguns casos, o paciente pode apresentar vômitos.

Sintomas do vírus Mayaro:

  • Infecção gera sintomas semelhantes à causada por chikungunya, como febre alta e dores articulares, o que dificulta o diagnóstico.

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